Equipes de resgate continuam as buscas por aproximadamente 50 desaparecidos após um ataque russo a um centro de ajuda humanitária em Komyshuvakha, no sudeste da Ucrânia. Pelo menos 37 pessoas morreram no incidente, segundo informações oficiais. O local funcionava como abrigo e centro de distribuição de ajuda humanitária, conforme relatado pelo governador regional Mykhailo Semikin. As vítimas estavam em um porão reforçado, construído com financiamento da União Europeia e projetado para resistir à maioria dos ataques. A força das bombas provocou o desabamento da estrutura de concreto e iniciou um incêndio, de acordo com Semikin.
O abrigo foi erguido no ano passado para permitir a continuidade das aulas durante o conflito. Com a aproximação dos combates à aldeia, muitos civis deixaram o local, que passou a ser utilizado como centro administrativo e polo de ajuda humanitária. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, descreveu o ataque como "absolutamente horrível". O Serviço Estadual de Emergência da Ucrânia informou, em publicação no Telegram nesta quarta-feira (4), que as operações de busca e resgate continuam. O ataque contra Komyshuvakha na segunda-feira seguiu um cenário já conhecido, no qual as forças russas lançam a primeira onda de ataques, aguardam a chegada dos serviços de emergência e, em seguida, atacam novamente.



