O Pará realizou as eleições para os 41 deputados estaduais que comporão a próxima legislatura da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), com o mandato a ser instalado em fevereiro de 2027, consolidando um pleito que conjugou tradição política e renovação de representatividade em um cenário estadual marcado por intensos embates eleitorais e estratégias de alianças partidárias.
Contexto Institucional e Resultados Eleitorais
A apuração das eleições estaduais no Pará, conduzida sob o regime de proporcionalidade com lista aberta, resultou na eleição de 41 parlamentares, dos quais 22 são incumbentes reeleitos e 19 representam perfis novos ou de retorno à Casa, evidenciando um equilíbrio entre continuidade e ruptura com o passado legislativo; o MDB, ao lado do PL, liderou a preferência popular com 13 e 7 cadeiras respectivamente, enquanto PSD, União Brasil, PT e Podemos somaram três mandatos cada, e Avante, PP e Republicanos garantiram duas vagas, com PV, PDT e PSOL disputando uma cadeira cada.
O candidato mais votado foi Chamonzinho (MDB), Wenderson Azevedo Chamon, que assegurou 115.434 sufrágios, superando concorrentes de peso e consolidando o papel de liderança regional; natural de Marabá, filho do ex-deputado João Chamon Neto e marido da prefeita Mariana Chamon de Curionópolis, consolidou uma trajetória de comunicação política e proximidade com o voto popular ao longo de seu exercício como vereador e gestor municipal.
Chamonzinho (MDB) foi o deputado estadual mais votado das eleições de 2026 com 115.434 votos.
Repercussão Política e Desafios da Nova Legislatura
A composição da Alepa refletirá um Legislativo plural e descentralizado, com a necessidade de construção de alianças programáticas para viabilizar projetos de desenvolvimento regional, segurança pública e gestão orçamentária em um estado marcado por desigualdades estruturais e desafios infrastruturais.
As expectativas giram em torno da capacidade do novo colegiado em articular prioridades com o Executivo estadual, especialmente no enfrentamento à corrupção administrativa, à crise hídrica no interior e à valorização da produção agropecuária sustentável.

