A revista The Atlantic divulgou na quarta-feira, 28 de outubro, que o tenente-general do Exército Brett Sylvia foi demitido de sua posição como chefe de estratégia, planejamento e política do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos. Sylvia era considerado um dos principais planejadores militares do país.
A remoção acontece durante uma onda mais ampla de cortes no alto comando das forças armadas norte-americanas. Segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth, aproximadamente um em cada cinco generais e almirantes está sendo eliminado por meio de demissões ou cortes de cargos neste ano.
Hegseth declarou que o Pentágono busca mudar fundamentalmente sua forma de operar e que seu objetivo é tornar o departamento implacável, sem remorsos e intransigente em sua missão. Ele afirmou ainda que reduziu em 10% o número total de vagas para oficiais generais, resultando em uma diminuição geral de 20% em todos os níveis.
O secretário classificou as mudanças como prestação de contas e não como um expurgo, dizendo que militares que se apegaram ao que chamou de departamento progressista ou que duvidam do controle civil das forças armadas não trabalham mais no Pentágono.
A demissão ocorre enquanto circulam rumores sobre possíveis novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã após as eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Trump teria mencionado a possibilidade de realizar outra operação semelhante à Fúria Épica na semana passada.



