A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) encerrou na manhã de 10 de maio o 3º bordel localizado na Asa Norte de Brasília, culminando em uma operação que desvendou uma rede de exploração sexual movimentada há 11 anos por um advogado e sua parceira, com faturamento diário estimado em R$ 1,5 mil e prejuízos financeiros acumulados em R$ 300 mil.
Investigação e Desarticulação da Rede de Exploração Sexual
A operação policial, coordenada pela Divisão de Repressão ao Crime O rganizado da PCDF, resultou na apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e mídias digitais que comprovam a estrutura hierárquica e o faturamento sistemático do estabelecimento, com cobrança de R$ 50 mil por noite e pagamento de até R$ 10 mil por acompanhante em sessões que podiam incluir práticas como o fisting.
Conforme apuração realizada com base em relatórios técnicos da Secretaria de Segurança Pública e em depoimentos colhidos no inquérito instaurado sob o número 2024.03.000123, o esquema envolvia ainda o uso de substâncias entorpecentes e a coordenação meticulosa entre o advogado, que atuava como cliente principal, e sua parceira feminina, responsável pela logística, recrutamento e gerenciamento das atividades noturnas.
O prejuízo financeiro acumulado da parceria de 11 anos entre o advogado e a cafetina atingiu R$ 300 mil, culminando em ação policial e abertura de processo investigativo.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos da Apuração
A denúncia formal foi apresentada pela própria cafetina, que alegou não receber os honorários pactuados desde 2021, configurando crime de estelionato contra o advogado, com penhora preventiva das contas bancárias vinculadas à atividade ilícita.
O Ministério Público do Distrito Federal já intimou o advogado a prestar esclarecimentos formais nos próximos 15 dias, sob pena de aplicação de medida cautelar que pode incluir a suspensão temporária da sua inscrição na O AB, enquanto o processo investigativo segue sob análise da Justiça Federal.
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