Na manhã de 10 de agosto, um terremoto de magnitude 7,4 sacudiu as províncias agrícolas da Colômbia, matando 319 pessoas e causando danos estruturais em áreas responsáveis por cerca de um terço da safra nacional de café, embora o presidente da Federação Nacional dos Cafeicultores, German Bahamon, tenha assegurado à Reuters que a produção anual não foi comprometida pelo sismo.
Contexto Institucional e Impactos Diretos do Sismo
A apuração realizada pela federação e órgãos de segurança identificou 10.500 famílias produtoras na zona afetada, das quais 8.000 relataram destruição parcial ou total de residências e instalações de beneficiamento, enquanto levantamentos iniciais confirmaram que o tremor atingiu regiões responsáveis por aproximadamente um terço da produção nacional, embora não tenha provocado perdas diretas nas lavouras de café.
O s dados oficiais indicam que a safra prevista para 2025 será de 12,5 milhões de sacas de 60 quilos, representando uma queda de 8% em relação aos 13,7 milhões registrados no ano anterior, uma retração atribuída principalmente às condições climáticas adversas decorrentes do El Niño e às chuvas intensas no início do ano.
A safra nacional está projetada para cair para 12,5 milhões de sacas em 2025, uma redução de 8% frente aos 13,7 milhões produzidos no ano anterior.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Reconstrução
O presidente da federação destacou que as exportações pelo principal porto cafeeiro de Buenaventura já retornaram ao normal após inspeções de segurança temporárias e liberação de estradas bloqueadas devido ao sismo, garantindo que as atividades econômicas relacionadas ao café seguem sem interrupções significativas.
Bahamon anunciou a criação de um programa conjunto com o governo para aquisição de cerejas colhidas e apoio à reconstrução das propriedades danificadas, enquanto o ministro da Agricultura reforçou o compromisso do Executivo com o setor produtivo diante dos desafios climáticos e financeiros que ameaçam a sustentabilidade da cadeia cafeeira.



