Na manhã de domingo, 4 de outubro de 2026, a Polícia Federal (PF) formalizou o inquérito para apurar a distribuição e o uso de broches com dispositivos eletrônicos em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, durante o primeiro turno das eleições presidenciais. O s objetos, disfarçados de acessórios com o número do candidato na parte frontal e equipados com câmera e bateria ocultas na traseira, seriam capazes de filmar o voto do eleitor na urna eletrônica. Na operação, realizada no dia da eleição, foram apreendidos R$ 300 mil em espécie e 28 suspeitos foram detidos na residência de um deputado federal.
Apuração Criminal e Evidências Técnicas
A investigação, coordenada pela Delegacia de Investigações Especiais da PF, identificou que os dispositivos estavam sendo utilizados em conjunto com estratégias de infiltração nas urnas eletrônicas, conforme constatação de laudos periciais preliminares. A apreensão ocorreu após denúncia anônima que indicava a presença de materiais suspeitos em uma residência vinculada a um parlamentar, onde foram encontrados 28 objetos contendo câmeras minúsculas e baterias recarregáveis, além do celular do suspeito, que foi confiscado.
Conforme registros da Polícia Civil, os broches estavam circulando entre eleitores e apoiadores do candidato em questão, com a finalidade declarada de 'comemorar a vitória', segundo alegações colhidas em depoimento sob orientação legal do Ministério Público Federal.
A PF identificou 28 suspeitos envolvidos na rede de distribuição de dispositivos que poderiam filmar o voto em mais de 500 urnas eletrônicas durante o primeiro turno.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou o Ministério Público Federal para apurar possível violação do artigo 41 da Lei das Eleições (Lei nº 9.503/1997), que proíbe a divulgação de informações que possam interferir no resultado da votação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou estar monitorando os casos em todo o país para eventuais ações judiciais por crime contra a democracia.
As investigações seguem com foco na origem do financiamento dos dispositivos e na rede de logística utilizada para sua distribuição em regiões estratégicas do país, com possibilidade de expansão para outros estados caso haja evidência de coordenação organizada.



