O presidente da LaLiga, Javier Tebas, reiterou nesta terça-feira que o Manchester City deve enfrentar sanções exemplarmente severas diante das 114 infrações financeiras confirmadas pelo painel independente, que analisou supostas violações das regras da Premier League entre 2009 e 2019, consolidando um quadro de descumprimento contínuo que ultrapassou uma década sem correção efetiva.
Apuração e Contexto das Infrações Financeiras
A investigação conduzida por um painel independente designado pela Premier League confirmou que o Manchester City cometeu 114 das 115 supostas violações das normas de controle financeiro, abrangendo desde a superestimação de receitas de patrocínio até a falta de transparência na divulgação de receitas comerciais, com o único ponto contestado referente a procedimentos administrativos específicos entre 2013 e 2014, conforme relatório técnico divulgado em fevereiro deste ano.
O caso já havia sido alvo de escrutínio internacional após a UEFA suspender o clube da Champions League por dois anos em 2020 por alegações de superestimação de receitas entre 2012 e 2016, decisão que foi posteriormente anulada pelo Tribunal Arbitral do Esporte após recurso do City, mantendo a controvérsia sobre os limites da fiscalização financeira no futebol europeu.
O Manchester City acumula 114 infrações comprovadas em 115 supostas violações das regras financeiras da Premier League desde 2009, segundo análise independente.
Repercussões Institucionais e Desdobramentos Regulatórios
O Ministério Público da Inglaterra e o Conselho Administrativo da Premier League estão avaliando medidas disciplinares que podem incluir multas bilionárias, rebaixamento à Championship e exclusão temporária de competições europeias, enquanto o City mantém postura defensiva, negando todas as acusações e afirmando que as irregularidades apontadas não configuram fraude sistemática.
O sindicato dos jogadoresProfessional Footballers' Association (PFA) expressou preocupação com a indefinição prolongada do caso, destacando que a ausência de punição célere compromete a credibilidade do sistema regulatório e gera insegurança para os atletas, cujos contratos podem ser impactados por decisões judiciais ainda pendentes.



