As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), resultaram na recuperação do controle do Congresso pelos democratas nos dois últimos anos do mandato do presidente Donald Trump. A disputa envolveu a renovação das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e de aproximadamente um terço das vagas do Senado, que até então eram dominadas pelo Partido Republicano.
Segundo projeções da CNN divulgadas na manhã de quarta-feira (4), a virada democrata foi influenciada por fatores econômicos e políticos. Uma pesquisa Reuters/Ipsos com 1.765 adultos americanos, realizada entre 30 de outubro e 2 de novembro, apontou que 48% dos eleitores registrados consideram o custo de vida o principal fator para definir o voto, enquanto 49% afirmaram que suas finanças domésticas pioraram desde janeiro de 2025.
A avaliação do eleitorado sobre o próprio presidente também pesou no resultado. O levantamento revelou que 48% dos votantes enxergaram seu voto como uma manifestação contra Trump, contra 25% que votaram a favor dele. Além disso, 55% dos eleitores discordam que a ação militar envolvendo o Irã tenha valido a pena.
Outros pontos levantados pela pesquisa incluem a confiança no sistema eleitoral, com 77% dos eleitores certos de que seus votos serão contabilizados, embora 45% acreditem que a fraude eleitoral seja um problema generalizado. Quanto às propostas partidárias, os eleitores seguem divididos: 43% veem boas ideias nos democratas e 39% nos republicanos.



