A Administração O ceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) emitiu alerta de tempestade geomagnética para os dias 27,28 e 29 de agosto de 2023, após a ocorrência de uma ejeção de massa coronal (EMC) desencadeada por explosão solar de classe M6.9 no dia 25, sinalizando risco moderado de perturbações na rede elétrica, no arrasto de satélites em órbita baixa e na exposição à radiação para astronautas, com possibilidade de auroras boreais em regiões sulinas atípicas.
Contexto Científico e Registro Solar da Atividade Geomagnética
A NOAA divulgou, por meio de boletim técnico, a presença de três níveis consecutivos de alerta geomagnético — (menor) no dia 27 e G2 (moderado) nos dias 28 e 29 — derivados da ejeção de massa coronal associada à explosão solar M6.9 registrada em 25 de agosto, evento classificado como moderado dentro da escala das erupções solares.
O fenômeno ocorre em plena fase ativa do ciclo solar de aproximadamente 11 anos, período durante o qual o campo magnético solar experimenta inversão e intensifica a incidência de manchas e eruptões, com a classe M indicando erupções de porte médio que, embora não sejam as mais severas (classe X), ainda assim geram perturbações perceptíveis na comunicação por rádio, na estabilidade orbital de satélites e na exposição à radiação para tripulantes espaciais.
A tempestade geomagnética G2 prevista para 28 e 29 de agosto pode causar interrupções em sistemas elétricos em altas latitudes e aumentar o arrasto em satélites em órbita baixa.
Repercussão Técnica e Medidas Preventivas
As autoridades espaciais norte-americanas recomendam medidas cautelares aos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional, incluindo o reforço de blindagem contra radiação e a monitoração constante dos parâmetros geomagnéticos, enquanto operadores de redes elétricas em regiões como o Canadá, Alasca e Escandinávia foram orientados a adotar protocolos de estabilização para mitigar possíveis oscilações de tensão.
Especialistas apontam que, embora as auroras boreais possam ser observadas em latitudes mais baixas que o habitual — como partes do norte do Brasil —, os principais impactos permanecem técnicos e operacionais, com risco reduzido à população civil, mas com potencial significativo para infraestruturas críticas.



