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Senado do Paraguai rejeita pedido de prorrogação e vota impeachment de Santiago Peña

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 11:53
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Senado do Paraguai rejeita pedido de prorrogação e vota impeachment de Santiago Peña
Fatos Rápidos da Notícia
  • Senado do Paraguai negou prorrogação de 72 horas para defesa de Santiago Peña no impeachment
  • Câmara dos Deputados autorizou abertura do processo por unanimidade com 78 votos
  • Destituição depende de votos de dois terços dos senadores
Resumo Editorial

O Senado do Paraguai recusou o pedido do presidente Santiago Peña para adiar por 72 horas a apresentação da defesa no processo de impeachment relacionado à crise do Banco Ueno. Com a negativa, o chefe de Estado ou um representante deve comparecer ao Congresso em 30 minutos para o julgamento, que exige dois terços dos votos dos senadores para a destituição.

O Senado do Paraguai rejeitou o pedido do presidente Santiago Peña para prorrogar em 72 horas o prazo de apresentação da defesa no processo de impeachment. A decisão foi comunicada pelo presidente do Congresso paraguaio, Basílio Nuñez, que informou que Peña ou um representante deve comparecer presencialmente ao Legislativo em 30 minutos para o julgamento.

O processo foi aberto pela Câmara dos Deputados por unanimidade, com 78 votos, mesmo após Peña renunciar ao cargo. A oposição alega que a renúncia foi estratégica para tentar manter o foro privilegiado de senador vitalício, benefício garantido a ex-presidentes no Paraguai.

Para que Santiago Peña seja destituído, será necessário o apoio de dois terços dos senadores. O pedido de impeachment foi apresentado por um grupo de 35 deputados devido ao envolvimento do presidente com o Banco Ueno, que faliu e deixou parte da população sem acesso ao dinheiro.

Os deputados acusam Peña de promover alterações na lei de conflito de interesses e permitir a concentração de bilhões de guaranis em garantias do Instituto de Segurança Social (IPS) na instituição financeira, ultrapassando os limites legais. Também criticam a nomeação de Carlos Cavallo, então presidente da Financeira Ueno, para a presidência do Banco Central do Paraguai; Cavallo renunciou após a crise e protestos no país.

Além do trâmite político, o Ministério Público paraguaio instaurou investigação formal contra o presidente, apurando ligação com o Ueno Bank e supostos crimes como enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, corrupção, fraude administrativa e tráfico de influência.

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Tags:Paraguai

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