No empate sem gols entre All Boys e Godoy Cruz, pela Primera Nacional, realizada no Estádio Islas Malvinas nesta segunda‑feira (12), o árbitro Nicolás Lamolina inicialmente assinalou pênalti para o Godoy Cruz nos minutos finais, apesar de a falta ter ocorrido fora da área; após a demonstração de imagem por meio de celular por um jogador do All Boys, o juiz reverteram a decisão, anulando a penalidade e gerando interrupção de aproximadamente 24 minutos no desenrolamento do confronto.
Contexto Institucional e Histórico da Decisão Arbitral
A apuração revelou que o lance ocorreu aos 45 minutos de acréscimo da etapa, quando o atleta do All Boys, utilizando um dispositivo móvel, exibiu ao árbitro a captura de tela que comprovava a inexistência da entrada dentro da grande área; diante dessa evidência, Lamolina consultou seu assistente, que já havia sinalizado a possibilidade de erro na marcação inicial, e, após análise conjunta, decidiu anular o pênalti.
O episódio se insere em um cenário marcadamente conturbado para o arbitragem argentina de segunda divisão, onde a ausência do VAR obriga os profissionais a fundamentar decisões exclusivamente em percepção visual direta ou em orientação dos assistentes, intensificando a vulnerabilidade a controvérsias como a ocorrida no Islas Malvinas.
A anulação do pênalti, tomada após revisão de imagem exibida por celular, evitou injustiça marcando o fim da partida sem alteração do placar
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
Imediatamente após o término da disputa, o árbitro Lamolina concedeu entrevista à emissora TyC Sports, afirmando ter confiado integralmente no parecer do assistente e negando qualquer intervenção posterior baseada na imagem enviada pelo jogador do All Boys.
As autoridades da Associação Argentina de Futebol (AFA) e o Ministério Público desportiva ainda não emitiram posicionamento formal sobre eventuais procedimentos disciplinares relacionados à conduta do árbitro ou à atuação dos torcedores que invadiram o campo.



