O ex-árbitro britânico Mike Dean, de 58 anos, revelou nesta sexta-feira que, durante sua longa trajetória na Premier League, praticava intervalos prolongados sem apitar as partidas — chegando a permanecer até 25 minutos sem interromper o jogo, com uma ocorrência específica em que ficou cerca de 15 minutos sem deixar o círculo central — prática que, segundo ele, visava preservar a fluidez do esporte antes da implementação do VAR.
Contexto Histórico e Prática Arbitral na Era Pré-VAR
Durante mais de duas décadas de atuação na elite inglesa, Mike Dean acumulou 553 partidas oficiais na Premier League e, ao longo de seu extenso currículo, revelou que as condições pré-variavam permitiam ao árbitro estender seus intervalos de forma deliberada, desafiando a continuidade natural do jogo; essas práticas eram descritas como tentativas de manter o ritmo competitivo e evitar interrupções excessivas que poderiam prejudicar a experiência dos atletas e do público.
As declarações foram proferidas em entrevista ao podcast 'Jamie Vardy's Having a Party', no qual Dean explicou que os árbitros da época desenvolviam estratégias para maximizar o tempo de jogo entre apitos, estabelecendo metas pessoais — como permanecer dentro do círculo central por períodos estendidos — como forma de otimizar a dinâmica competitiva sem violar formalmente as regras.
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