Na manhã de segunda-feira (21/9), a Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a O peração Rota, coordenada pela 16ª Delegacia de Polícia, com o objetivo de desmantelar um grupo criminoso suspeito de praticar agiotagem e cobrança violenta de dívidas em Planaltina (DF), Formosa (GO), Goiânia (GO), Formoso (MG) e Buritis (MG), apreendendo sete mandados de busca e apreensão e realizando três prisões preventivas, incluindo o investigado Leonardo Alves de O liveira Júnior, já conhecido por participação na O peração Backdoor de 2025, que apurava fraudes no Detran-DF e revenda ilegal de veículos.
Contexto Institucional e Antecedentes da Investigação
A O peração Rota representou a culminação de um trabalho investigativo iniciado durante a O peração Backdoor, deflagrada em 2025 pela 16ª DP com foco em fraudes no Detran-DF e no tráfico ilegal de veículos, cuja perícia digital revelou comunicação sistemática entre grupos criminosos operando em múltiplos estados, configurando uma rede estruturada de empréstimos com juros superiores a 20% ao ano e cobrança coercitiva mediante ameaças e uso de armas.
O investigado Leonardo Alves de O liveira Júnior, alvo principal da ação, havia sido preso anteriormente sob a suspeita de integrar uma organização dedicada à falsificação de documentos do Detran-DF e à revenda irregular de automóveis, tendo sido formalmente liberado após decisão do STJ que dispensou o pagamento da fiança de R$ 151,8 mil – equivalente a 100 salários mínimos –, sob a condição de responder ao processo em liberdade, mantendo-se as demais medidas cautelares, como a atualização de endereço perante a Justiça e comparecimento aos atos processuais.
A Justiça determinou que Leonardo Alves de O liveira Júnior responda ao processo em liberdade após dispensar o pagamento da fiança recorde de 100 salários mínimos.
Repercussão Jurídica e Consequências da O peração
A decisão do Superior Tribunal de Justiça que dispensou Leonardo do pagamento da fiança, tomada de ofício, reafirma a necessidade de proporcionalidade nas medidas cautelares, permitindo que garantias sejam apresentadas por meio de caução ou hipoteca adequada, sem imposição financeira desproporcional à condição econômica do investigado.
As demais prisões preventivas realizadas na O peração Rota visam coibir uma estrutura criminosa que operava com estrutura hierárquica definida – financiamento, administração, controle pagamentos e execução das cobranças –, com indícios robustos de lavagem de dinheiro por meio de empresas fachada investigadas pelo Coaf, além do bloqueio judicial de aproximadamente R$ 6 milhões em ativos vinculados ao esquema.



