O Instituto Médico-Legal concluiu, após minuciosa perícia cadavérica, que o óbito de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, resultou exclusivamente da ação contundente do ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, cuja soco na região temporal esquerda do crâneo provocou fratura e hematoma epidural, desencadeando compressão cerebral progressiva. O caso, que já conta com laudo técnico definitivo, aguarda decisão judicial sobre a submissão ao Tribunal do Júri.
Contexto Institucional e Técnico da Apuração Forense
O laudo pericial do Instituto Médico-Legal, com base em exame complementar do corpo da vítima, estabeleceu que a causa única e imediata da morte foi o impacto direto na região temporal esquerda do crânio, gerando fratura linear e hematoma epidural que progressivamente compressou o encéfalo, conforme registrado no documento oficial. A análise descartou categoricamente hipóteses alternativas, como queda ou colisão com veículo, ou ainda complicações hospitalares autônomas, atestando a consistência causal entre o trauma craniano e o óbito.
Antecedentes revelam que Rodrigo Castanheira faleceu após confronto físico com Pedro Arthur Turra Basso, ex-piloto de corridas que já havia respondido a procedimentos administrativos anteriores. A apuração técnica confirmou a ausência de qualquer fator superveniente ou erro médico durante internação em unidade hospitalar, consolidando o nexo causal direto entre o soco e o desfecho fatal.
A ação contundente na região temporal esquerda do crânio foi declarada como causa única e imediata do óbito.
Repercussão Legal e Desdobramentos Judiciais
A conclusão pericial encaminha o caso ao Poder Judiciário, onde o magistrado responsável analisará o conjunto probatório para determinar se haverá encaminhamento ao Tribunal do Júri, órgão competente para julgar crimes com pena máxima de 30 anos, conforme prevê o Código Penal. A decisão marcará o término da fase de instrução, definindo se o processo seguirá para julgamento oral ou encerrará com sentença condenatória.
O Ministério Público e as partes envolvidas devem aguardar a próxima etapa processual, que pode incluir recursos e manifestações oficiais. Enquanto isso, a família ainda busca justiça por meio de ação civil e investigações complementares sobre as circunstâncias do confronto.



