No domingo (4), um boletim de ocorrência foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá em decorrência de manifestações racistas e misóginas proferidas por estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no grupo de conversa administrado pela Atlética Monopólio, vinculado ao Centro Acadêmico de Ciências Econômicas (Caeco), onde imagens manipuladas e áudios contendo ódio foram compartilhados.
Apuração e Contextualização dos Fatos
A apuração conduzida pelo Caeco identificou a troca de mensagens e gravações que continham referências degradantes a mulheres negras, com destaque para uma imagem editada em que uma mulher negra aparece realizando um exame de ultrassom, associada à figura de um filho representado como um macaco, além da frase ofensiva: "Por causa de vc, os preto tá achando q tem direito agora".
O Caeco destacou que tais manifestações violam princípios de pluralidade, respeito e dignidade humana, consagrados no âmbito educacional e esportivo, e reforçou a necessidade de apuração rigorosa e responsabilização conforme os procedimentos institucionais.
O grupo administrado pela Atlética Monopólio espalhou conteúdos com símbolos racistas e misóginos em ambiente universitário esportivo.
Repercussão Imediata e Compromissos Institucionais
Em comunicado oficial, a UFMT confirmou o encaminhamento da denúncia à O uvidoria da Universidade na segunda-feira (5), acionando as medidas administrativas previstas no Regimento Disciplinar do Corpo Discente, assegurando o sigilo processual e o respeito ao devido processo legal.
A instituição reafirmou seu compromisso com a diversidade e a erradicação de qualquer forma de discriminação, destacando que a apuração seguirá protocolos internos, incluindo possível constituição de comissão para análise dos fatos e garantia do contraditório e ampla defesa.



