Na quarta-feira, 26 de agosto, uma avalanche de lama devastou o rio Bhotekoshi na cordilheira do Himalaia, entre o Nepal e a região autônoma do Tibete (China), matando 98 pessoas e deixando mais de 800 desaparecidos, segundo estimativas oficiais, enquanto o Ministério das Relações Exteriores ativou canais de assistência consular para brasileiros em potencial risco na região.
Contexto Humanitário e Geopolítico da Tragédia no Himalaia
A tragédia ocorreu no distrito de Sindhupalchowk, no Nepal, onde a força da correnteza arrasou povoados e estradas após o rompimento súbito de uma barragem morenica, fato ligado às condições climáticas extremas registradas na região himalayana; as autoridades nepalesas, em conjunto com equipes chinesas da província do Tibete, coordenam buscas e resgates em meio a terrenos de difícil acesso.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que não há registros de brasileiros entre as vítimas fatais ou desaparecidos, mas mantém à disposição dos cidadãos contatos das embaixadas do Brasil em Katmandu e Pequim, além do plantão consular geral, para oferecer orientação e apoio imediato àqueles que possam estar na área afetada.
A avalanche causou 98 mortes e mais de 800 desaparecidos no rio Bhotekoshi, na fronteira entre Nepal e Tibete.
Respostas Institucionais e Solidariedade Internacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, por meio de publicação oficial, solidariedade aos governos do Nepal e da China diante da calamidade, reforçando a disposição do Brasil em contribuir com apoios humanitários bilaterais ou por via de organizações internacionais.
O Itamaraty mantém o plantão consular 24 horas para atendimento prioritário a brasileiros na região, com canais diretos para registro de ocorrências e encaminhamento emergencial em caso de necessidade de evacuação ou assistência médica.



