O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), tem articulado sua trajetória política ao posicionar-se como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na capital e região metropolitana, em movimento estratégico destinado a consolidar sua influência no bolsonarismo paulistano e fortalecer perspectivas de ascensão ao Governo de São Paulo em 2030.
Contexto Institucional e Estratégico da Aliança Política
A relação entre Nunes e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro se configurou como peça-chave para a articulação de pautas e mobilização de bases no entorno da campanha bolsonarista, com o prefeito assumindo papel central na organização de agendas e na interlocução com setores do movimento conservador.
Nos bastidores, aliados próximos ao prefeito avaliam que sua atuação busca não apenas reforçar a presença do MDB na coalizão de Flávio, mas também projetar uma imagem de confiabilidade junto ao eleitorado bolsonarista, especialmente após as derrotas de 2022 na Grande São Paulo, quando Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas foram superados por Lula e Fernando Haddad.
Ricardo Nunes busca se posicionar como home de confiança do bolsonarismo em São Paulo, com vista à candidatura ao Governo do Estado em 2030
Repercussão Política e Desafios na Sucessão Municipal
A estratégia de Nunes também se estende à sucessão na Prefeitura de São Paulo, onde deseja privilegiar nomes do seu círculo político, como o vereador Sidney Cruz (MDB), cogitado para a Deputado Federal em chapa dupla com Regina Nunes (MDB), esposa do prefeito.
No entanto, a reaproximação entre Ricardo Salles (Novo) e os bolsonaristas, após desistência da candidatura ao Senado, abre espaço para tensões internas, com risco de alavancagem de pré-candidaturas concorrentes que podem comprometer os planos do prefeito.
Enquanto isso, Tarcísio e Flávio Bolsonaro avaliam possíveis apoios a Salles ou outros nomes do Novo no cenário municipal, o que seria visto como ameaça direta aos interesses políticos de Nunes.



