O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta sexta-feira (6/11) durante a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre a responsabilidade fiscal do governo. Em resposta às cobranças do mercado por medidas de ajuste nas contas públicas, Lula defendeu a seriedade fiscal da gestão e afirmou que 'o pobre não pagará a conta' das medidas necessárias para equilibrar as finanças do país.
Lula comparou a dívida brasileira com a de Estados Unidos, Japão e Itália e citou indicadores econômicos alcançados durante seu mandato. O presidente mencionou a menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil, acordos salariais acima da inflação para 80% das categorias organizadas e o aumento do salário mínimo acima da inflação. Ele admitiu que o mandato atual termina 'menos exitoso do que gostaria', mas ressaltou os avanços diante do cenário encontrado ao assumir o governo em 2023.
O petista questionou críticas à responsabilidade fiscal da gestão, afirmando que 'alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal? Para alguém falar que a gente não tem, as pessoas têm que dizer como é que nós pegamos esse governo'. Lula destacou que o país foi recebido com déficit de 2,8% e que agora está entregando o Orçamento com superávit, embora isso não corresponda ao que o sistema financeiro deseja.
Associando política fiscal à inclusão social, o presidente declarou: 'A única coisa que ele [o mercado] tem que saber é que o pobre não pagará a conta. Nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício'. Lula concluiu dizendo que 'ninguém pode gastar mais do que tem', mas que o país pode contrair dívidas para construir 'ativos novos', como ferrovias, estradas e aeroportos, desde que seja possível pagá-las.



