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Política

Deputada federal aciona Justiça contra equidade de gênero e linguagem inclusiva da UFSC

PorNeila GuimarãesVerificadoOrtografia IAPublicado Há 54 min
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Deputada federal aciona Justiça contra equidade de gênero e linguagem inclusiva da UFSC
Fatos Rápidos da Notícia
  • Deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) ajuizou ação popular contra a política de equidade de gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pedindo sua suspensão e anulação por contrariar normas federais sobre linguagem oficial da administração pública
  • A ação popular questiona a legalidade da Resolução Normativa que institui política para pessoas trans na UFSC, especialmente as regras de formação continuada, definições de condutas transfóbicas, medidas disciplinares e cotas para pessoas trans, incluindo um caso concreto de reservação de vaga de residência médica em pediatria
  • Zanatta anunciou expansão da ofensiva institucional: deve apresentar Projeto de Decreto Legislativo (PDL) e protocolar representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar impactos administrativos e financeiros das medidas da UFSC
Resumo Editorial

Ação popular da deputada federal Júlia Zanatta suspende norma da UFSC que impõe cotas para pessoas trans e exige linguagem inclusiva, alegando violação ao Decreto nº 10.418/2020.

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) moveu ação popular na Justiça Federal contra a política de equidade de gênero instituída pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pleiteando a suspensão imediata e, posteriormente, a anulação da Resolução Normativa que dispõe sobre a inclusão de pessoas trans, com destaque para as cotas de vagas de residência médica em pediatria e a obrigatoriedade de linguagem oficial inclusiva na comunicação institucional.

Contexto Institucional e Legal da Contestação à Política Universitária

A ação popular, protocolada na 4ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, questiona a legalidade da norma criada pela UFSC ao estabelecer diretrizes que, segundo a parlamentar, violam o disposto no Decreto nº 10.418/2020, que regulamenta a linguagem oficial da administração pública federal.

Nos fundamentos da denúncia, Zanatta sustenta que as regras internas da universidade – como a definição de condutas transfóbicas, a obrigatoriedade de formação continuada com enfoque de identidade de gênero e as cotas para concursos internos – extrapõem os limites da autonomia acadêmica ao colidir com normas federais sobre uso obrigatório da linguagem neutra ou inclusiva em atos oficiais.

Ponto de Destaque

A ação popular requer a suspensão imediata da Resolução Normativa que institui cotas para pessoas trans e estabelece regras disciplinares sobre comportamentos considerados transfóbicos na UFSC.

Repercussão Jurídica e O fensiva Institucional Contra Medidas Universitárias

A expectativa é que o Ministério Público Federal e o Judiciário analisem o mérito da legitimidade da norma universitária, considerando o princípio da legalidade administrativa e o respeito à autonomia institucional versus o cumprimento de normas federais sobre linguagem e gestão de recursos públicos.

Paralelamente à ação popular, Zanatta anunciou a apresentação de Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para regulamentar a competência exclusiva da União sobre políticas de identidade de gênero e preparou representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) visando apurar impactos orçamentários e administrativos derivados das medidas da UFSC.

Atenção / Ponto Crítico
A decisão judicial sobre a suspensão da política pode ser suspendida por medida liminar em até 48 horas após o protocolo da ação popular.

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