A derrota nas eleições de meio de mandato deve dificultar a aprovação de projetos e o financiamento de iniciativas do governo Donald Trump, já que os democratas avançaram no Congresso. Com o Legislativo travando a agenda interna, o presidente tende a concentrar esforços na política externa, área onde possui maior autonomia para atuar sem depender dos parlamentares.
O cientista político Gustavo Menon avalia que essa movimentação pode ser uma tentativa de contornar o desgaste interno e não necessariamente uma resposta aos eleitores, uma vez que a insatisfação com a política externa pesou contra os republicanos. Ele alerta para o risco de a América Latina e o Caribe se tornarem palco de demonstrações de força do governo norte-americano.
Entre as frentes internacionais no radar estão um acordo com o Irã para aliviar os preços dos combustíveis, negociações sobre a guerra na Ucrânia e acordos comerciais com países asiáticos, incluindo a China. No entanto, Menon aponta que a derrota enfraquece o poder de barganha de Trump diante de líderes como Xi Jinping e Vladimir Putin.



