Um militar da Marinha do Brasil foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo nesta quarta-feira, 4 de novembro, durante a segunda fase da Operação Polaridade, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura um esquema de corrupção para liberar irregularmente processos de aquisição de armas e munições destinados a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).
Além do militar da Marinha, outros dois policiais militares da ativa foram alvos da operação por suspeita de participação no esquema criminoso. Ao todo, a PF cumpriu dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nas cidades fluminenses de Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Durante as buscas, foram apreendidos sete fuzis, uma pistola, um revólver e uma espingarda, além de aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão submetidos à perícia. Segundo a PF, pessoas interessadas em autorizações para comprar armas e munições realizavam pagamentos indevidos diretamente a um funcionário terceirizado para conseguir a liberação irregular dos processos administrativos pelo sistema Sinarm-CAC.
Os investigados poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, associação criminosa, falsidade ideológica e comércio ilegal de arma de fogo.



