Em 20 de setembro de 2025, a líder do Comando Vermelho em Mato Grosso, Angeliquinha, foi transferida da Penitenciária Feminina Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá (MS), para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, após recaptura na Bolívia e cumprimento de mais de 260 anos de prisão por homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.
Contexto Institucional e Histórico da Transferência
A transferência da detenta, determinada pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista da 5ª Vara Criminal de Sinop, ocorreu após sua fuga da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em 17 de agosto de 2025, quando evadiu a custódia brasileira e se refugiou na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, sendo recapturada em 22 de setembro em operação conjunta entre as polícias civil de Mato Grosso e boliviana.
A condenação acumulada da líder criminosa reflete uma trajetória marcada por homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa em áreas estratégicas como Alta Floresta e regiões auríferas do norte do estado, com investigações indicando sua participação na gestão financeira da facção, movimentando mais de R$ 20 milhões em um ano e sete meses por meio de empresas fachada e estabelecimentos comerciais.
Mais de R$ 20 milhões movimentados em um ano e sete meses por meio de empresas e estabelecimentos usados para ocultar origem ilícita do dinheiro
Repercussão Jurídica e Estratégica do Regime Disciplinar Diferenciado
O juiz Anderson Clayton Dias Batista justificou a aplicação do RDD como medida preventiva para impedir novas tentativas de fuga e conter a influência operacional da líder do CV no comando da organização criminosa, mantendo-a em cela individual com visitas restritas e banho de sol limitado a duas horas diárias.
A expectativa é que o regime disciplinar mais rigoroso impeça o exercício efetivo da liderança no comando do Comando Vermelho, especialmente em atividades ilícitas vinculadas ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região norte mato-grossense.



