O Datafolha, com amostra de 2.002 eleitores registrada no TSE sob o código BR-00304/2026 e divulgada entre os dias 22 e 24 de setembro, apurou que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 39% nas intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcança 36%, evidenciando uma vantagem de três pontos percentuais que se configura como decisiva para a formação do segundo turno, onde o petista projeta 46% e o senador 44%, dentro da margem de erro de dois pontos.
Metodologia e Contextualização da Pesquisa Eleitoral
A pesquisa Datafolha, contratada pela e pelo Folha de S. Paulo, metodologicamente rigorosa ao empregar amostra estratificada com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, manteve-se como referência técnica para a apuração das intenções eleitorais em cenário plural, com foco na distribuição de votos entre os principais candidatos do segundo turno.
No contexto histórico, a vantagem de três pontos percentuais observada no primeiro turno para Lula sobre Flávio Bolsonaro, somada ao cenário multipolar com a ausência de pontuação significativa para os demais candidatos — Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Leonardo Avalanche (PRTB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) — reforça a necessidade de análise criteriosa das dinâmicas de transferência de eleitores entre os principais concorrentes.
A pesquisa revelou que Flávio Bolsonaro atrai eleitores de base tradicionais como Romeu Zema (NOVO), Renan Calheiros (MDB), Caiado (UNIÃO) e Ciro Gomes (PDT), embora com menor intensidade comparada ao primeiro turno, enquanto Lula mantém sua força junto às camadas mais vulneráveis economicamente, configurando um cenário de polarização acirrada que exige atenção redobrada na estratégia eleitoral.
Lula projeta 46% no segundo turno contra 44% de Flávio Bolsonaro, vantagem decisiva dentro da margem de erro.
Repercussão Política e Diretrizes Estratégicas
As declarações oficiais do presidente Lula, por meio do porta-voz da campanha, reforçam a necessidade de união das forças progressistas para consolidar a liderança já consolidada no segundo turno, destacando a importância da articulação com setores da sociedade civil e dos movimentos sociais que sustentam sua agenda.
A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, intensifica esforços para captar apoios em regiões estratégicas do país, especialmente em áreas rurais e no Centro-O este, onde busca ampliar a base eleitoral além do núcleo tradicional bolsonarista.
Especialistas apontam que o desequilíbrio técnico entre os candidatos pode gerar instabilidade política caso haja contestação dos resultados, demandando transparência total no processo eleitoral e monitoramento rigoroso das urnas.



