A investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária, a Economia e as Relações de Consumo (Draco) revelou que pessoas em situação de vulnerabilidade social eram aliciadas por R$ 200 para emprestar nomes e documentos à abertura de contas bancárias e CNPJs utilizados por empresas fantasmas. A delegada Ágata Natasha Santos relatou o caso de uma pessoa humilde que foi recrutada por um indivíduo para fornecer dados pessoais em troca desse valor, principalmente na região de Sobradinho.
Segundo a polícia, essas empresas de fachada movimentavam volumes avassaladores de recursos, com um único CNPJ operando mais de R$ 30 milhões em apenas uma semana. A análise financeira identificou aproximadamente R$ 1 bilhão em transações envolvendo uma fintech e empresas do mesmo grupo, com pagamentos via Pix direcionados a plataformas de apostas que operavam sem autorização federal.



