Após sofrer mal-estar durante custódia na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, o ex-vereador de São Paulo Milton Leite recebeu atendimento médico de urgência e retornou ao 1º Distrito Policial sob escolta da Polícia Civil, após a conclusão da audiência de custódia realizada no sábado (19/9), conforme informou a Secretaria da Segurança Pública.
Contexto Jurídico e O peracional da O peração Vectura Corrupta
A O peração Vectura Corrupta, conduzida pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, resultou na prisão temporária de 16 investigados suspeitos de integrar uma rede criminosa que operava por meio de empresas de fachada e licitações irregulares no sistema de transporte público da capital paulista, visando a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor.
Milton Leite, que acumulou sete mandatos consecutivos na Câmara Municipal de São Paulo entre 1997 e 2020 e foi reeleito nas eleições de 2016 e 2020 como um dos vereadores mais votados do país, tornou-se alvo da investigação por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção que beneficiava empresas do setor de transporte coletivo sob controle do PCC.
O total aproximado de R$ 737 mil em bens apreendidos — R$ 280 mil em reais e US$ 89 mil — foi encontrado na residência de um assessor ligado ao ex-vereador durante as buscas realizadas na manhã de sexta-feira.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuramente
A defesa do ex-vereador afirmou que ele alegou pico de pressão durante a audiência de custódia, sendo encaminhado para avaliação médica no Hospital Luzia de Pinho Melo, onde permaneceu em observação e realizou exames antes de receber alta e retornar à unidade policial sob custódia.
As autoridades mantêm as investigações em andamento para apurar o grau de participação de cada um dos acusados, incluindo o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos O liveira, preso na quinta-feira, enquanto o prazo prorrogável de 30 dias para a prisão preventiva dos investigados permanece vigente sob pena de revogação judicial.



