Em 2025, a jovem Beatriz, de 20 anos, residente de Atibaia, iniciou um tratamento com canetas emagrecedoras não autorizadas adquiridas ilegalmente da Paraguai, iniciando um processo que culminou em perda de 17 kg em oito meses, mas que desencadeou forte dependência e sérios impactos à saúde mental e financeira.
Contexto e Dinâmica do Uso Ilegal de Medicamentos emagrecedores
Beatriz começou a utilizar as canetas emagrecedoras em 2025, junto com uma amiga, após identificar uma publicação nas redes sociais que anunciava a venda do produto vindo do Paraguai por R$ 1 mil por quatro doses, valor inferior ao de medicamentos registrados na Anvisa.
A jovem, que pesava 83 kg no início do tratamento, reduziu para cerca de 66 kg após oito meses de uso intensivo, enquanto os custos financeiros e emocionais escalavam: ela contraiu dívidas e empréstimos para manter o suprimento, e após um desmame de quatro meses, recaiu com ganho de 6 kg e retorno dos comportamentos compulsivos alimentares.
Beatriz perdeu 17 kg em oito meses com o uso de canetas emagrecedoras não autorizadas, mas desenvolveu forte dependência e recorrência de compulsão após o desmame.
Repercussão e Desafios para Saúde Mental e Regulação
Especialistas apontam que o uso contínuo de substâncias não regulamentadas como as canetas emagrecedoras pode causar danos ao sistema metabólico, distúrbios psiquiátricos e alto risco de vício, agravado pela ausência de supervisão médica e pela pressão estética persistente na sociedade.
A Anvisa e o Ministério da Saúde já alertaram sobre os perigos desses produtos e anunciam ações para coibir a comercialização irregular, enquanto a jovem relata que ainda busca apoio emocional sem acesso a tratamento profissional adequado.



