O Federal Reserve, banco central americano, decidiu nesta quarta-feira (28/10) pela manutenção da taxa de juros entre 3,75% e 4% ao ano.
A decisão, que já era esperada pelo mercado financeiro, não foi unânime. Ao todo, foram dez votos a favor da estabilidade e dois contra.
A decisão acontece em momento de alta na inflação nos Estados Unidos (EUA). No mês passado, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,6% no mês, registrando alta em doze meses de 3,7%. A meta de inflação no país é de 2% ao ano.
De acordo com o comunicado, o banco afirmou que a economia americana se expande em ritmo forte e que a inflação permanece elevada. O FED cita também incerteza devido aos acontecimentos geopolíticos, como guerras e sanções econômicas.
“O acúmulo de mais informações ajudará o Comitê a determinar a postura de política monetária adequada para assegurar que a inflação retorne, em tempo hábil, à meta de 2%”, afirmou o texto.
“O acúmulo de mais informações ajudará o Comitê a determinar a postura de política monetária adequada para assegurar que a inflação retorne, em tempo hábil, à meta de 2%”, afirmou o texto.
A taxa de juros americana impacta o mundo como um todo, principalmente países que dependem mais do preço do dólar, como é o caso do Brasil.
Além disso, quando as taxas de juros no país estão mais elevadas, investidores são atraídos por aportes de renda fixa no país, já que é uma economia segura e os juros altos tornam os investimentos mais atraentes para os que são mais aversos aos riscos.
O Banco Central (BC) decide na próxima semana a taxa de juros brasileira, atualmente em 13,75% ao ano. Uma manutenção nos EUA pode impactar o ciclo de flexibilização monetária do Comitê de Política Monetária (Copom).



