Na noite de terça‑feira, 20 de outubro, a deputada estadual Lívia Duarte (PSOL) registrou novo boletim de ocorrência após receber a quinta mensagem contendo ameaças explícitas de morte, tortura, estupro e conotações racistas e misóginas, o que reforça a necessidade de investigação e ampliação da escolta policial já em vigor desde o início de 2026.
Apuração da Ameaça e Características da Mensagem
O boletim foi lavrado na Delegacia de Polícia Civil do Pará após a parlamentar localizar o conteúdo em sua caixa de spam, onde o e‑mail, enviado em 22 de setembro a partir do endereço [email protected] e assinado por "GOEC", continha detalhes pessoais como CPF, endereço residencial, telefone celular da deputada e informações completas de familiares, além de descrições explícitas de violência que o autor alegava querer praticar contra ela.
A mensagem evidencia ainda uma série de episódios anteriores que motivaram a solicitação de providências ao Ministério da Justiça e à própria Assembleia Legislativa, configurando um padrão de perseguição que se intensificou com a divulgação de dados sensíveis e a persistência das ameaças ao longo dos últimos meses.
A quinta mensagem, enviada em 22 de setembro, expõe dados pessoais da deputada e familiares e inclui referências explícitas a morte, tortura, estupro e ataques racistas.
Repercussão Institucional e Desafios Jurídicos
A denúncia desencadeou pronunciamento imediato da Secretaria de Segurança Pública do Estado, que confirmou a ampliação da escolta policial e destacou a prioridade da identificação do autor por meio de perícia digital e análise forense do conteúdo.
Parlamentares de diferentes bancadas manifestaram solidariedade à deputada, enquanto o Ministério Público do Pará instaurou inquérito para apurar a origem dos dados pessoais divulgados e avaliar possível violação de sigilo e uso indevido de sistemas restritos.
O s próximos passos incluem a solicitação de medida liminar ao Judiciário para garantir proteção emergencial aos familiares e a abertura de canal oficial de comunicação entre a Assembleia Legislativa e as forças de segurança para monitoramento contínuo da situação.



