Na terça-feira (13), o ouro fechou em queda de 0,32%, cotado a US$ 4.177,30 por onça-troy, enquanto a prata recuou 1,63%, para US$ 59,525 por onça-troy, em pregão realizado na Nymex, refletindo cautela do mercado antes da divulgação de dados inflacionários norte-americanos e sinais de flexibilização monetária do Federal Reserve.
Contexto Institucional e Dinâmica de Mercado
A queda dos metais preciosos ocorreu em um cenário de expectativa macroeconômica volátil, marcada pela proximidade do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos e pelas projeções quanto à trajetória dos juros, que mantêm os investidores em posição de observação ativa; analistas destacam resistência técnica imediata para o ouro em US$ 4.300 e expectativa de teste do suporte em US$ 4.150, diante da perda de força compradora.
O s movimentos de preços refletem também a influência de fatores externos, como a valorização dos títulos públicos norte-americanos e a moderada correção do dólar, que, segundo o Saxo Bank, sustentaram temporariamente o ouro durante o pregão, enquanto a RHB Retail Research aponta fragilidade na demanda por ativos não produtivos em níveis abaixo de US$ 4 mil.
O ouro fechou em US$ 4.177,30 por onça-troy, marcando terceira queda consecutiva em meio à cautela pré-CPI e ao enfraquecimento da demanda especulativa.
Repercussão Técnica e Perspectivas de Curto Prazo
Autoridades do setor financeiro divergem quanto à trajetória futura: Kenny Hu, do Citi Research, indica interesse comprador na faixa de US$ 4 mil, enquanto Peter Grant, da Zaner Metals, reforça a postura defensiva dos investidores ante a ausência de rendimento do ouro frente à manutenção de juros elevados.
Em cenário favorável de estabilização geopolítica — com reabertura do Estreito de O rmuz e desescalada do conflito entre Arábia Saudita e Houthis — analistas projetam alívio na pressão inflacionária e potencial recuperação do metal até US$ 4.800 no horizonte de três meses.
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