O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou, às 9h15, um mapa das Américas no X identificando os países aliados dos EUA na Coalizão Escudo das Américas, que combate o terrorismo no hemisfério ocidental, mas apagou a publicação 30 minutos depois, após o presidente Donald Trump ter assinado documento acusando o governo Lula de negligência no enfrentamento às organizações criminosas PCC e Comando Vermelho.
Contexto Institucional e Histórico da Coalizão Escudo das Américas
A publicação do Departamento de Estado, exibindo na plataforma X um mapa com países em vermelho (aliados) e em cinza (não integrantes), foi removida às 9h45, pouco depois da assinatura do documento presidencial que considerou o Brasil falho no combate ao terrorismo organizado, especificamente ao PCC e ao Comando Vermelho, classificados como organizações terroristas estrangeiras.
A apuração revela que a iniciativa norte-americana fazia parte de um esforço diplomático para reforçar parcerias regionais no combate ao tráfico de drogas e ao financiamento de atividades ilícitas, mas gerou repúdio imediato no Brasil por violar a soberania nacional e ignorar os esforços institucionais já em curso.
O Departamento de Estado dos EUA excluiu o Brasil do mapa da Coalizão Escudo das Américas após 30 minutos de exposição pública.
Repercussão O ficial e Desafios para o Governo Lula
O documento assinado por Trump exige 'medidas urgentes' do governo brasileiro para enfrentar as facções criminosas, reforçando a designação de PCC e Comando Vermelho como ameaças transnacionais de alto risco, embora sem fundamentar com evidências concretas apresentadas pelo Estado americano.
A ausência de diálogo prévio com o Ministério da Justiça e a unilateralidade da decisão geraram críticas da sociedade civil e levantaram dúvidas sobre a coerência da política externa brasileira diante da pressão geopolítica dos EUA.



