Na noite de quinta-feira, 17 de maio de 2024, o Itaú Unibanco formalizou a maior locação de escritórios já registrada no mercado brasileiro ao firmar contrato definitivo para a ocupação das duas torres do complexo Esther Towers, localizado na Avenida Chucri Zaidan, zona empresarial de São Paulo, em um acordo que projeta uma receita acumulada de R$ 1,17 bilhão para a Eztec ao longo de dez anos.
Contexto Estratégico e O peracional da Locação
A negociação, intermediada pelas consultorias CBRE e Binswanger Brazil, representa a consolidação de uma política institucional que, após os desafios da pandemia, prioriza a presença física como pilar complementar ao modelo híbrido adotado pelo banco.
A estrutura do contrato inclui cláusulas de correção monetária pelo IPCA e revisão periódica baseada na evolução dos preços de mercado, garantindo ajustes financeiros alinhados à volatilidade econômica, enquanto a ocupação de 91,4 mil metros quadrados – equivalente a 12 campos de futebol – contempla cerca de 9.600 postos de trabalho e reforça o compromisso do Itaú com a expansão presencial prevista para seus administrativos a partir do primeiro trimestre de 2028 e para superintendentes em janeiro de 2027.
O contrato gerará R$ 1,17 bilhão em receitas para a Eztec ao longo de uma década, consolidando-se como a maior operação imobiliária do setor bancário em termos monetários.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuros
O banco declarou que a escolha pelo Esther Towers considera critérios operacionais, infraestruturais e estratégicos para fomentar colaboração e integração entre equipes, integrando-se ao plano de investimento em infraestrutura que prepara seus polos para o modelo híbrido gradual.
Com mais de 80 mil colaboradores no Brasil – dos quais cerca de 40% atuam presencialmente e 60% no modelo híbrido – o movimento reflete um realinhamento setorial rumo à reavaliação pós-pandêmica dos sistemas de trabalho no financeiro brasileiro.



