Na manhã de 13 de outubro, a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), deu sequência à agenda de campanha, iniciando com compromissos institucionais e seguindo para encontros com lideranças e apoiadores em regiões estratégicas como Núcleo Bandeirante e Taguatinga, onde reafirmou a necessidade de união nacional e defendeu a educação integral como pilar para o futuro do país.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A governadora, que assumiu o cargo em 2021 após a saída de Ibaneide Brasil, tem priorizado ações voltadas à educação pública e à segurança cidadã como eixos centrais de sua gestão, conforme evidenciado pelo plano 'Educação + DF', lançado em março de 2024, que prevê a implementação gradual da educação integral em todas as escolas públicas do Distrito Federal até 2026, com carga horária ampliada e integração de disciplinas artísticas e tecnológicas.
Nos últimos meses, o intensificar da polarização política no cenário nacional tem colocado o DF em foco de intensas negociações eleitorais, com Celina Leão articulando alianças com partidos de centro e direita, ao mesmo tempo em que busca consolidar sua base eleitoral por meio de encontros regionais que reforçam a narrativa de governança participativa e diálogo aberto com a sociedade civil.
Celina Leão afirmou que 'a educação integral é o caminho para transformar o Distrito Federal em uma referência nacional de desenvolvimento humano e social'.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A defesa da campanha de paz por parte da governadora, em que declarou que 'a violência não muda voto', tem sido recebida com ressalvas por setores da oposição, que questionam a viabilidade prática da proposta diante do aumento de casos de violência armada registrados nos últimos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Especialistas em direito eleitoral apontam que, embora a iniciativa tenha caráter simbólico e busque tranquilizar o eleitorado, sua efetividade dependerá da capacidade das forças de segurança estaduais em coibir conflitos regionais durante o período eleitoral, sob pena de desgaste institucional caso ocorram episódios de repressão ou violência não contornada.



