Na quarta-feira (30), a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) formalizou a aquisição de 12,0134% do capital social do Grupo Sendas, empresa controladora do Assaí Atacadista, pelos irmãos Ederson e Everton Muffato, integrantes da família Muffato, que detém participação acionária consolidada no Grupo Muffato.
Contexto Estratégico e Fundamentação Regulatória da O peração
A decisão foi registrada oficialmente no diário de atas do órgão regulador, após análise técnica que confirmou ausência de impactos lesivos ao mercado doméstico, em conformidade com os critérios de avaliação antitruste previstos na Lei nº 12.529/2011. A operação, que envolve a transferência de participação acionária entre partes relacionadas sob controle familiar, demandou complementação documental e parecer técnico vinculante da Secretaria-Executiva do CADE, processada em prazo reduzido que evidenciou agilidade na tramitação.
O caso insere-se no cenário mais amplo de concentração empresarial no setor de varejo de hipermercados e atacadismo, onde o Assaí Atacadista já detinha relevante participação de mercado, sobretudo no Sul e Sudeste do Brasil, com histórico de expansão orgânica e parcerias estratégicas que consolidam sua posição competitiva frente aPlayers como o Carrefour e o Grupo Pão de Açúcar.
A CADE autorizou a compra de 12,0134% do capital do Grupo Sendas, controlador do Assaí Atacadista.
Repercussão Setorial e Desdobramentos Estratégicos
A notificação gerou imediatismo nas áreas jurídicas e financeiras das empresas envolvidas, com o Assaí Atacadista comunicando via comunicado oficial que a operação não implicará mudanças na gestão ou no capital social corrente, reforçando a continuidade estratégica da empresa. Ao mesmo tempo, especialistas em direito econômico apontam que a concentração resultante ainda permanece abaixo dos limiares críticos estabelecidos pelo CADE para exigir aprovação prévia.
A expectativa é de que a aquisição fortaleça a posição negociadora do Grupo Muffato no mercado atacadista, ampliando sua influência em negociações com fornecedores e na adoção de modelos logísticos integrados, enquanto o CADE sinaliza monitoramento contínuo para eventual revisão de parâmetros competitivos nos próximos meses.



