Uma investigação disciplinar conduzida pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) confirmou o uso indevido de recursos e pessoal vinculados à Associação de Pais, Alunos e Mestres (Apam) do Colégio Militar Dom Pedro II pelo major Alexandre Felipe Zeidan, que ocupou a função de tesoureiro da entidade até abril de 2026, resultando em sua punição com cinco dias de prisão disciplinar registrada no Boletim de Acesso Restrito (BAR) nº 052, publicado em 15 de outubro de 2026.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
A sindicância apurada entre agosto e setembro de 2026 revelou que Alexandre Felipe Zeidan, ao lado de demais membros da Apam, teria empregado trabalhadores da associação para a realização de serviços particulares ao major, incluindo atividades como manutenção e reformas no condomínio residencial vinculado a seu interesse privado. Um dos funcionários envolvidos sofreu um corte ao manusear uma serra elétrica durante uma das intervenções, evidenciando a irregularidade operacional e o risco à segurança física dos servidores públicos. O inquérito também constatou que o major utilizava veículos pertencentes à Apam — registrados em seu CNPJ — para deslocamento diário até sua residência no Lago Sul, prática que violou normas de uso institucional e configurou abuso de poder.
O caso foi instaurado após denúncias anônimas que apontavam para a utilização do cartão corporativo da Apam para abastecimento do veículo adquirido com recursos da entidade, bem como para a contratação informal de motoristas terceirizados para executar transporte por aplicativo. As apurações cruzadas com registros bancários e logs de uso de veículos confirmaram o padrão de conduta irregular, caracterizando infração disciplinar grave prevista no Regimento Interno do CBMDF.
O major foi punido com cinco dias de prisão disciplinar por utilizar recursos da Apam para atender interesses particulares, configurando abuso de poder e prejuízo ao patrimônio da associação.
Repercussão Disciplinar e Desdobramentos Administrativos
A punição disciplinar consta no Boletim de Acesso Restrito (BAR) nº 052, emitido em 15 de outubro de 2026, e ainda permite ao major recorrer da decisão perante a Comissão de Recursos Administrativos do CBMDF, conforme estabelecido no Regimento Interno da instituição. A Corregeria destacou que a medida serve como advertência institucional contra desvios éticos e uso indevido de bens públicos vinculados a entidades sem fins lucrativos vinculadas ao serviço público.
A Apam informou que Alexandre Felipe Zeidan deixou o cargo de tesoureiro em abril deste ano e não integra mais a diretoria da entidade, mas confirmou estar realizando investigação interna para apurar os fatos ocorridos durante seu mandato. A associação afirmou que eventuais prejuízos financeiros identificados serão calculados com precisão e cobrados administrativamente, reafirmando seu compromisso com a transparência e a responsabilidade fiscal.



