No sábado (29), o ex-comandante da FAB, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, rebateu com firmeza o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, após acusações de que teria solicitado votos para Lula durante sabatina na TV, negando categoricamente qualquer envolvimento político e classificando a ofensiva como uma tentativa maliciosa de desvio de foco.
Contexto Institucional e Histórico da Polêmica
O embate mediático ocorreu após Flávio Bolsonaro, em entrevista à emissora de televisão, insinuar que o militar teria agido para favorecer a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um argumento que o brigadeiro considerou 'leviandade' e que rejeitou como tentativa de fugir da responsabilidade de responder à pergunta original sobre os depoimentos de militares envolvidos em supostos planos de ruptura institucional após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
O ex-comandante, autor do livro 'Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista', que será lançado em setembro pela Autêntica Editora e aborda a tentativa de golpe pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, afirmou desconhecer a origem da acusação e negar que sua obra ou seu depoimento no processo penal no STF tenham relação com o senador Flávio Bolsonaro.
O ex-comandante da FAB afirmou desconhecer a origem da acusação e negar que seu livro seja instrumento de campanha.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A reação do brigadeiro foi acompanhada por manifestações de autoridades militares e políticos, com o general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, reforçando que as pressões para medidas de exceção não resultaram em ação concreta devido à ausência de apoio unânime das Forças Armadas, enquanto o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio, recebeu um alerta indireto do próprio Baptista Junior para não incorporar o 'espírito Zagallo' — referência ao engolir grupos políticos sem critério — numa retórica que evoca o passado autoritário.
Especialistas em direito eleitoral e constitucional destacam que a acusação infundada pode configurar difamação política se comprovada má-fé, embora o STF ainda não tenha emitido decisão sobre a procedência do caso, mantendo o debate aberto sobre os limites entre liberdade de expressão e responsabilidade pública em contextos eleitorais.



