O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou, na sexta‑feira (2/10), dez integrantes da presidência e diretoria da torcida organizada Bamor, maior agremiação esportiva do Esporte Clube Bahia, sob a acusação de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça, medida adotada pelo Gaeco na O peração Inquisição.
Contexto Institucional e Histórico da O peração
A investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às O rganizações Criminosas revelou que, entre julho e agosto de 2024, a sede da Bamor foi palco de práticas de tortura física e psicológica exercidas contra ao menos duas pessoas que a direção da torcida alegava serem responsáveis por desvios financeiros internos.
O s episódios consistiram em sessões prolongadas de agressão, durante as quais as vítimas foram submetidas a saco plástico sobre a cabeça, afogamento com pano, uso de tacos de beisebol, martelo, faca e alicate, resultando em perfurações cutâneas, queimaduras e constrangimento forçado para confissão de supostas irregularidades.
A denúncia prevê indenização coletiva de R$ 2 milhões em danos morais decorrentes da prática sistemática de tortura dentro da sede da Bamor.
Repercussão Jurídica e Consequências Institucionais
O MPBA requer a condenação dos acusados pelos crimes específicos atribuídos a cada um, a manutenção das prisões preventivas no Complexo Penitenciário da Mata Escura e a reparação integral dos danos materiais e morais causados às vítimas.
A decisão ainda contempla o pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões, além das medidas cautelares que visam preservar a integridade da investigação e coibir quaisquer tentativas de obstrução ou intimidação dos testemunhas.



