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Polícia

MP denuncia tortura física e psicológica contra vítimas na sede da Bamor, Bahia

PorGiovanna SfalsinVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 11:38
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MP denuncia tortura física e psicológica contra vítimas na sede da Bamor, Bahia
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou 10 integrantes da presidência e diretoria da torcida organizada Bamor por crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça, protocolado na sexta-feira (2/10) pelo Gaeco na Operação Inquisição
  • As investigações apuram prática de tortura física e psicológica em julho de 2024 na sede da Bamor, com vítimas submetidas a agressões com saco plástico, afogamento com pano, uso de tacos de beisebol, martelo, faca e alicate, resultando em perfurações e queimaduras
  • Os 10 denunciados foram presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, e o MPBA requer condenação pelos crimes, manutenção das prisões e indenização de R$ 2 milhões em danos morais coletivos
Resumo Editorial

MP denuncia prática sistemática de tortura física e psicológica contra vítimas na sede da Bamor, com pedido de indenização coletiva de R$ 2 milhões.

O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou, na sexta‑feira (2/10), dez integrantes da presidência e diretoria da torcida organizada Bamor, maior agremiação esportiva do Esporte Clube Bahia, sob a acusação de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça, medida adotada pelo Gaeco na O peração Inquisição.

Contexto Institucional e Histórico da O peração

A investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às O rganizações Criminosas revelou que, entre julho e agosto de 2024, a sede da Bamor foi palco de práticas de tortura física e psicológica exercidas contra ao menos duas pessoas que a direção da torcida alegava serem responsáveis por desvios financeiros internos.

O s episódios consistiram em sessões prolongadas de agressão, durante as quais as vítimas foram submetidas a saco plástico sobre a cabeça, afogamento com pano, uso de tacos de beisebol, martelo, faca e alicate, resultando em perfurações cutâneas, queimaduras e constrangimento forçado para confissão de supostas irregularidades.

Ponto de Destaque

A denúncia prevê indenização coletiva de R$ 2 milhões em danos morais decorrentes da prática sistemática de tortura dentro da sede da Bamor.

Repercussão Jurídica e Consequências Institucionais

O MPBA requer a condenação dos acusados pelos crimes específicos atribuídos a cada um, a manutenção das prisões preventivas no Complexo Penitenciário da Mata Escura e a reparação integral dos danos materiais e morais causados às vítimas.

A decisão ainda contempla o pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões, além das medidas cautelares que visam preservar a integridade da investigação e coibir quaisquer tentativas de obstrução ou intimidação dos testemunhas.

Atenção / Ponto Crítico
O s denunciados permanecem presos preventivamente e o processo segue em aberto até sentença definitiva.

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