Na manhã de quinta-feira, 1º de outubro, o candidato Kiko Caputo (Novo) subiu ao banco da sabatina do para prestar depoimento que entrelaça trajetória pessoal, análise crítica da gestão do BRB e propostas estruturais para o Distrito Federal, em um cenário marcado pela crise financeira do banco de fomento e pela polarização ideológica.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
O depoimento do candidato, que divulga patrimônio de R$ 47 milhões, revelou não apenas sua origem humilde — início de carreira aos 15 anos e vínculo com o serviço público de saúde e educação —, mas também uma estratégia política de reconfiguração do BRB, quebrado sob a administração atual e alvo de críticas por alocação de recursos em patrocínios esportivos e operações com o Banco Master.
Antecedentes sobre a gestão do BRB, marcada por déficits operacionais e intervenções técnicas, contrastam com a proposta de Kiko Caputo de resgatar a instituição como instrumento de fomento ao empreendedorismo local, priorizando microcrédito para pequenos negócios e rejeitando gastos com eventos de alto custo, como campeonatos internacionais ou patrocínio de clubes esportivos do Rio de Janeiro.
O candidato afirmou que o BRB está quebrado e precisa ser transformado em um banco de fomento para pequenos empreendedores.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A crítica direta à gestão do BRB, que atribui a quebra ao modelo adotado pelo governo de Celina Leão (PP), deve gerar questionamentos por parte do Tribunal de Contas do Distrito Federal, especialmente em razão da ligação entre o BRB e o Banco Master, cujas operações estão sob investigação por irregularidades na alocação de recursos públicos.
Kiko Caputo reforçou sua posição ao garantir que, se eleito, manterá os programas sociais com responsabilidade fiscal, combinando redução do tamanho do Estado com investimentos direcionados à geração de emprego formal e à formalização da economia criativa por meio da regularização fundiária e venda de ativos estratégicos.



