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Entenda inquéritos contra Flávio e a decisão de Moraes

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 11:08
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Entenda inquéritos contra Flávio e a decisão de Moraes
Fatos Rápidos da Notícia
  • Flávio Bolsonaro foi intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal por determinação de Alexandre de Moraes, que concedeu prazo de 24 horas para o cumprimento da medida. Além disso, o senador está proibido de deixar o Brasil e de manter qualquer tipo de contato com o advogado Willer Tomaz, também investigado por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
  • A intimação ocorreu na manhã de segunda-feira. Segundo a repórter Aline Beckett, Alexandre de Moraes determinou que Flávio Bolsonaro entregasse não apenas o passaporte brasileiro, mas também quaisquer documentos relacionados a outras nacionalidades ou viagens internacionais.
  • O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal em razão do foro por prerrogativa de função do senador. O processo apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. A suspeita central da Polícia Federal é de que o senador teria participação econômica e societária com Willer Tomaz em algumas empresas, principalmente na Alcazar Holding, na qual Flávio estaria nominado como usuário master em conta bancária. Movimentações suspeitas de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025 foram identificadas, valor considerado incompatível com as atividades econômicas conhecidas do senador.
Resumo Editorial

Flávio Bolsonaro foi intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal por determinação de Alexandre de Moraes, que concedeu prazo de 24 horas para o cumprimento da medida. Além disso, o senador está proibido de deixar o Brasil e de manter qualquer tipo de contato com o advogado Willer Tomaz, também investigado por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Flávio Bolsonaro foi intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal por determinação de Alexandre de Moraes, que concedeu prazo de 24 horas para o cumprimento da medida. Além disso, o senador está proibido de deixar o Brasil e de manter qualquer tipo de contato com o advogado Willer Tomaz, também investigado por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A intimação ocorreu na manhã de segunda-feira. Segundo a repórter Aline Beckett, Alexandre de Moraes determinou que Flávio Bolsonaro entregasse não apenas o passaporte brasileiro, mas também quaisquer documentos relacionados a outras nacionalidades ou viagens internacionais.

As suspeitas investigadas

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal em razão do foro por prerrogativa de função do senador. O processo apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. A suspeita central da Polícia Federal é de que o senador teria participação econômica e societária com Willer Tomaz em algumas empresas, principalmente na Alcazar Holding, na qual Flávio estaria nominado como usuário master em conta bancária. Movimentações suspeitas de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025 foram identificadas, valor considerado incompatível com as atividades econômicas conhecidas do senador.

A Polícia Federal também investiga possíveis irregularidades envolvendo apostas esportivas e uma casa lotérica no estado do Rio de Janeiro, com suspeita de fraude em licitação. Willer Tomaz, que atualmente mora nos Estados Unidos, já havia sido alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades envolvendo o INSS.

Postura de Flávio Bolsonaro

Na última sexta-feira, Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, publicou em suas redes sociais uma sugestão de que Flávio poderia deixar o Brasil caso perdesse as eleições. Após a decisão de Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro veio a público afirmar que a determinação se baseou nessa declaração do irmão e ressaltou que nunca manifestou intenção de sair do país. O senador também recuou da intenção de pedir a anulação dos votos do segundo turno. A estratégia da campanha passou a ser a de apontar possíveis irregularidades cometidas pela campanha do PT, sem contestar o resultado final das eleições, decisão que teria sido aconselhada por aliados e lideranças do próprio PL.

O futuro dos inquéritos no STF

O analista Teo Cury explicou que, no ano passado, o STF mudou seu entendimento sobre o alcance do foro por prerrogativa de função. Por maioria de votos, os ministros decidiram que um parlamentar que deixe o cargo continua respondendo pelos crimes investigados mesmo após o término do mandato. Assim, com o fim do mandato de Flávio Bolsonaro previsto para fevereiro do próximo ano, a tendência é que os casos permaneçam no Supremo.

Flávio Bolsonaro responde a três inquéritos no STF: um por calúnia, um sobre suspeitas envolvendo o financiamento do filme Dark Horse e outro relacionado à associação com Willer Tomaz por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os relatores dos casos são Alexandre de Moraes e André Mendonça, que deverão analisar se há vínculo entre os crimes investigados e o mandato parlamentar do senador. Havendo esse vínculo, os processos continuarão tramitando no STF. Caso contrário, poderão ser remetidos à primeira instância.

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