O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, por meio do Pentágono, desdobrou centenas de militares da 10ª Divisão de Montanha, incluindo um batalhão de 600 soldados de Fort Drum, para treinar com forças da Colômbia e Honduras e apoiar operações especiais contra redes de tráfico de drogas na América Latina, numa escalada estratégica que inclui a possibilidade de ataques terrestres, conforme anunciado pelo general Francis Donovan, chefe do Comando Sul dos EUA.
Escala O peracional e Contextualização Geopolítica da Campanha Antinarcotráfico
As autoridades militares norte-americanas confirmaram a mobilização de efetivos da 10ª Divisão de Montanha, destacada em Fort Drum, Nova York, para o novo Centro de Treinamento de Selva no Panamá, onde os soldados participarão do exercício 'Southern Vanguard', coordenado com as forças armadas da Colômbia e Honduras, em um esforço integrado para intensificar o combate ao tráfico de drogas nas fronteiras latino-americanas.
A iniciativa se insere no âmbito da campanha estadunidense contra o narcotráfico que, desde sua intensificação sob a administração Trump, já registrou 71 ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico O riental, resultando na morte de pelo menos 239 indivíduos identificados como suspeitos de envolvimento com cartéis, sem que evidências forenses tenham sido formalmente apresentadas em processos judiciais.
Mais de 600 soldados da 10ª Divisão de Montanha foram destacados para treinamento conjunto na selva panamenha, integrando operações especiais dos EUA com forças latino-americanas contra o tráfico de drogas.
Repercussões Internacionais e Estratégias de Confrontação
O general Francis Donovan afirmou que as operações serão ampliadas para incluir ataques terrestres, com o objetivo de impor 'fricção sistêmica total' aos cartéis, por meio de medidas como aumento do uso de scanners de carga nas fronteiras e maior presença de drones MQ-9 Reaper adaptados para operar em rios e áreas selvícolas.
Enquanto países como Colômbia e Honduras formalizaram apoio à cooperação militar, o Brasil ainda avalia seu envolvimento em exercícios liderados pelo Comando Sul dos EUA, e fontes especializadas apontam que a ampliação das ações terrestres pode gerar novos desafios diplomáticos e operacionais em territórios de soberania mista.



