O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foram enquadrados em suposto esquema de troca de informações policiais sigilosas por vantagens econômicas, com a Polícia Federal mapeando ao menos seis encontros presenciais e inúmeras comunicações privadas entre os dois, além de repasses financeiros totalizando US$ 61 milhões até maio de 2025, incluindo um aporte de US$ 1,6 milhão ao filme Dark Horse, que financia o senador Flávio Bolsonaro.
Investigação Policial e Estrutura do Suposto Esquema
A Polícia Federal realizou apuração detalhada que identificou padrões de comunicação e movimentações financeiras suspeitas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, com evidências documentais que apontam para a realização de seis encontros presenciais e intercâmbios sistemáticos de mensagens sigilosas, sugerindo possível cooptação ou influência indevida por parte do magistrado em benefício do empresário.
Contexto histórico revela que o Banco Master, sob gestão de Vorcaro, já havia sido envolvido em práticas irregulares de captação e movimentação de recursos em ativos offshore, enquanto o filme Dark Horse, financiado com recursos do banco, tem como objetivo promover a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, fato que intensificou as suspeitas de uso de verbas públicas ou benefícios fiscais para fins políticos.
O montante total de recursos repassados pelo Banco Master ao filme Dark Horse chega a US$ 61 milhões até maio de 2025, incluindo um aporte estratégico de US$ 1,6 milhão em setembro do mesmo ano.
Repercussão Política e Desdobramentos Institucionais
A crise gerada pelo caso desencadeou reações polarizadas entre os principais candidatos à Presidência: enquanto Lula evitou menções diretas ao ministro, defendendo a força institucional da democracia e propondo a criação de um código de ética para o Judiciário, Flávio Bolsonaro usou o escândalo para acusar o sistema judiciário de anestesia e máfia, exigindo investigações imediatas e criticando a omissão dos senadores.
Renan Santos protocolou formalmente pedido de impeachment contra Moraes e Dias Toffoli no Senado sob fundamento de crime de responsabilidade e fatos de extrema gravidade, pressionando o presidente da Casa para acelerar a tramitação do processo.
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