O meio-campista Rodrigo Garro, camisa 8 do Corinthians, deixou o campo no clássico contra o São Paulo, disputado na Vila Belmiro na última quarta-feira (4), após sofrer um trauma seguido de entorse no joelho direito. Exames de ressonância magnética realizados no dia seguinte confirmaram um estiramento no ligamento colateral medial (LCM), estrutura responsável pela estabilidade da articulação em movimentos de impacto e rotação.
O departamento médico do clube não divulgou oficialmente o grau da lesão nem uma previsão de retorno aos gramados. Segundo o ortopedista Bruno Canizares, lesões isoladas no LCM costumam ter boa cicatrização e, muitas vezes, são tratadas sem cirurgia. No entanto, o tempo de afastamento depende da classificação: graus leves exigem de uma a três semanas, moderados de três a seis e graves podem chegar a doze semanas ou mais.
Canizares explicou que, como o Brasileirão encerra em aproximadamente quatro semanas, Garro tem chances concretas de voltar se a lesão for grau 1. Caso seja grau 2, a possibilidade fica mais restrita e dependerá da evolução clínica; já um grau 3 tornaria improvável sua atuação nas últimas rodadas. O especialista alerta que controlar a dor não significa que o ligamento esteja totalmente cicatrizado, reforçando que o retorno deve respeitar a resposta biológica do organismo para evitar riscos à carreira do atleta.



