A parlamentar, de 21 anos e filiada ao PT, se manifestou após uma mulher questionar a presença de policiais na porta de sua residência em Belo Horizonte. A crítica sugeria contradição entre posições de esquerda e a defesa do policiamento armado. Ana Elisa afirmou que não é contra a atuação policial, mas sim contra a violência policial, destacando que essas são posições distintas.
Ao rebater as críticas, a deputada leu o conteúdo de um e-mail assinado por alguém que se identifica como Pedro. A mensagem contém ameaças explícitas de estupro e morte, além de insultos racistas e referências à cor da pele da parlamentar. O autor afirma saber onde ela mora e descreve a intenção de invadir a residência, agredi-la sexualmente e matá-la.
Ana Elisa relatou que esse não é um caso isolado. Durante a campanha eleitoral, em setembro, ela já havia denunciado mensagens racistas e ameaças de morte e violência sexual, com o caso registrado para investigação. Na ocasião, a equipe jurídica informou que o autor também mencionava dados pessoais dela e de familiares.
A deputada disse que não gostaria de precisar de escolta ou ter sua residência cercada por câmeras, mas que a medida é necessária diante das ameaças. Ela afirmou que perdeu a liberdade após ser eleita e gostaria de viver como qualquer jovem de 21 anos.
No vídeo, ela pediu que divergências políticas não justifiquem ataques contra mulheres e declarou que não deseja que nenhuma pessoa passe pelo que está enfrentando, independentemente de opiniões políticas ou ideológicas. Ana Elisa ainda questionou quem critica a escolta sem considerar as ameaças e sugeriu que a autora do comentário procure saber o motivo da proteção.
