Diego Hernán Dirísio, o traficante internacional de armamentos conhecido como "mestre das armas", foi extraditado para o Brasil na quarta-feira, 9 de setembro de 2024, conforme confirmado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, encerrando uma operação coordenada pela Interpol que culminou com sua captura na Argentina, onde permaneceu preso por mais de dois anos sob acusação de liderar um esquema transnacional que movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão em três anos.
Contexto O peracional e Apuração da Extradição
A operação que culminou na extradição de Dirísio teve início com o pedido formal da Justiça brasileira ao governo argentino, fundamentado em evidências coletadas pela Polícia Federal sobre a participação do traficante no fluxo ilícito de armas provenientes de nações europeias como Croácia, Turquia, Tcheca e Eslovênia, articulado com fornecedores criminosos que operavam por meio de redes clandestinas e documentação falsificada, culminando na inclusão do nome do suspeito no sistema de alertas vermelhos da Interpol em fevereiro de 2024.
Dirísio, que já possuía histórico de envolvimento com tráfico armamentista desde o início da década de 2010 e havia sido previously colocado sob investigação pela Procuradoria-Geral da República por conexão com facções criminosas como PCC e CV, encontrava-se sob custódia argentina sob acusação de associação ilícita e porte ilegal de munição quando foi detido em operação conjunta entre autoridades locais e agentes da Interpol, após rastreamento de movimentações financeiras suspeitas que revelaram seu papel central na logística do tráfico internacional.
O esquema movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão em três anos, segundo estimativa da Polícia Federal
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A extradição foi formalizada por meio da Portaria Conjunta nº 567/2024 do Ministério da Justiça e da Polícia Federal, que prevê o cumprimento imediato da pena no Brasil caso a condenação seja efetivada, configurando um marco significativo no combate ao tráfico transfronteiriço de armamentos e reforçando a cooperação jurídica entre Brasil e Argentina nos processos penais internacionais.
O Ministério Público Federal já notificou Dirísio para prestar esclarecimentos no âmbito da Inquérito Policial Militar (IPM) aberto em Minas Gerais, enquanto a Justiça Federal deve consolidar a denúncia formal nos próximos dias, com previsão de julgamento em tribunal oral nos próximos meses.



