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Política

Flávio Bolsonaro participa de evento conservador nos EUA ao lado de ator de cinebiografia do pai

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 04:41
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Flávio Bolsonaro participa de evento conservador nos EUA ao lado de ator de cinebiografia do pai
Fatos Rápidos da Notícia
  • Flávio Bolsonaro palestra na CPAC em Mar-a-Lago ao lado de Jim Caviezel e Eduardo Bolsonaro
  • PF investiga financiamento de R$ 131 milhões para o filme Dark Horse
  • Recursos teriam usado empresas intermediárias e fundo Havengate nos EUA
Resumo Editorial

O senador Flávio Bolsonaro está nos Estados Unidos para falar na CPAC, em Mar-a-Lago, enquanto responde a investigações no Brasil sobre suposto financiamento irregular de um filme sobre Jair Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) vai palestrar na noite desta quinta-feira (5/11) em um evento de aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Flórida. A programação indica que ele falará ao lado do ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro na cinebiografia Dark Horse, e do deputado cassado Eduardo Bolsonaro.

A Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) será realizada em Mar-a-Lago, propriedade de Trump, entre 18h e 22h no horário local. O evento reúne representantes do conservadorismo mundial e ocorre enquanto Flávio está fora do Brasil após deixar o país na semana passada.

O filme Dark Horse se tornou alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal após a descoberta de mensagens entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Nas conversas, o senador cobrava um acordo de financiamento de R$ 131 milhões para a produção, com estimativa de pelo menos R$ 60 milhões efetivamente pagos por Vorcaro.

A PF rastreou fluxos financeiros que indicaram que os aportes para a produção no exterior não saíram de patrocínios institucionais diretos e oficiais do Banco Master. Os recursos utilizaram empresas intermediárias e fundos terceirizados, incluindo um fundo nos Estados Unidos chamado Havengate. A produtora comprovou a entrada no Brasil de cerca de US$ 2,8 milhões, aproximadamente R$ 14,8 milhões.

A investigação apura se a negociação configurou crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Uma das suspeitas é que o dinheiro tenha sido usado para manter Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O caso também está relacionado a outra apuração sobre lavagem de dinheiro em negócios de casas de apostas envolvendo Willer Tomaz, advogado e amigo do senador.

Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que os recursos eram lícitos e privados.

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