Na quarta-feira (23), a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 registrou 13,585%, com alta de 10 pontos-base em relação ao ajuste anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2035 alcançou 14,035%, refletindo o aumento de 7 pontos-base, em sintonia com o forte avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a percepção de fortalecimento da candidatura de Lula (PT) na pesquisa eleitoral Atlas/Bloomberg, que colocou o ex-presidente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) dentro da margem de erro de 1 ponto percentual.
Contexto Macroeconômico e Dinâmicas de Mercado
A volatilidade observada no mercado de capitais brasileiro na referida data responde à conjugação de fatores externos e internos, com o desempenho dos Treasury dos EUA impulsionando a demanda por rendimentos mais elevados no Brasil. O DI de 2028 atingiu pico intradiário de 13,590% às 13h54, impulsionado pela valorização dos títulos americanos e pela expectativa de nova elevação dos juros norte-americanos em decorrência da guerra no O riente Médio, fator que intensifica os temores inflacionários globais.
No âmbito político-eleitoral, a pesquisa Atlas/Bloomberg revelou Lula com 47,7% das intenções de voto no segundo turno, empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro (47,4%), com margem de erro de 1 ponto percentual; embora o petista tenha ultrapassado sua marca anterior (46,8%), a manutenção do equilíbrio técnico mantém o mercado em estado de atenção, especialmente diante da associação entre a continuidade do governo Lula e preocupações sobre o controle das contas públicas.
A taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu 13,590%, máximo intradiário do período, impulsionada pela valorização dos Treasuries e expectativa de nova alta da Selic.
Repercussão Política e Cenários Futuro
A manifestação do diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, reforçou que os cortes da Selic em curso representam 'calibração' técnica, não afrouxamento monetário, orientando cautela em um cenário marcado por incerteza eleitoral e volátil nos mercados financeiros.
Profissionais apontam que a definição do resultado eleitoral – seja com Lula ou Flávio – determinará a direção da política monetária no próximo encontro do Copom (novembro), com possibilidade crescente de corte ou manutenção da taxa básica dependendo da estabilidade fiscal percebida.



