Após 360 dias de travesia pelo Rio Amazonas, o colombiano Wilber Honório Muñoz, conhecido como 'Homem-Peixe' ou 'Super H', alcançou a foz do rio em Belém no dia 30 de abril, completando uma jornada que busca replicar o feito histórico do nadador esloveno Martin Strel, realizado em 2007, com o objetivo de evidenciar a grave poluição que afeta as comunidades ribeirinhas da Amazônia.
Contexto Institucional e Histórico da Expedição Ambiental
O ativista colombiano Wilber Honório Muñoz, de 45 anos, iniciou sua travessia no Período de Nascença do Rio Amazonas, na região peruana do Apurímac, em janeiro de 2023, percorrendo mais de 6.000 quilômetros até a foz no Pará, onde o rio se joga nas águas do O ceano Atlântico; sua jornada, documentada por equipes técnicas e acompanhada por órgãos ambientais, teve como foco principal conscientizar sobre o descarte inadequado de resíduos plásticos e a necessidade urgente de preservação dos ecossistemas ribeirinhos.
A iniciativa parte da experiência pessoal do colombiano, que ao longo de décadas observou a contaminação dos rios em sua natal no Huila e, após tentativas frustradas de mobilização via corrida e bicicleta, adotou a natação como estratégia viável para transmitir sua mensagem, inspirado pela trajetória do personagem Forrest Gump, cujo movimento espontâneo atraiu atenção midiática global para causas sociais.
Wilber Honório Muñoz completou a travessia do Rio Amazonas em 360 dias, tornando-se o primeiro colombiano a replicar o feito histórico do nadador Martin Strel realizado em 2007
Repercussão O ficial e Desdobramentos Ambientais
A Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará homologou a expedição como ação estratégica para ampliar o debate público sobre poluição hídrica, destacando a atuação de Wilber como agente multiplicador de conscientização junto às comunidades tradicionais ribeirinhas.
Especialistas em gestão ambiental apontam que a trajetória do 'Homem-Peixe' reforça a necessidade de políticas públicas mais robustas para combater o descarte irregular de resíduos plásticos nos cursos d'água amazônicos, com ênfase na fiscalização e na educação ambiental nas áreas de fronteira.



