Em fevereiro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro recebeu de Marcelo Cohen, proprietário da Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., mensagens nas quais o empresário informou que o governo federal estaria "desesperado" pela COP30 e que os dois teriam "a solução", evidenciando um mecanismo de articulação entre interesses privados e decisões públicas durante a preparação da conferência climática da O NU em Belém.
Contexto Institucional e Estratégico da O peração de Hospedagem
A Polícia Federal (PF) extraiu, a partir de registro em celular do banqueiro, a troca de mensagens entre Vorcaro e Cohen datada de 27 de fevereiro de 2025, na qual este último afirmou que o Executivo estava em "desespero" por conta da COP30 e que os dois detinham "a solução", indicando uma suposta negociação prévia para garantir apoio logístico ao evento.
A contratação dos navios transatlânticos que hospedaram as delegações na COP30 foi realizada pela Qualitours por meio do contrato firmado com a Secretaria Especial da COP30, chefiada por Rui Costa, com gasto total de R$ 350,2 milhões, conforme documento apresentado ao Congresso Nacional.
O governo Lula desembolsó R$ 350,2 milhões para alugar cruzeiros que serviram de hospedagem durante a COP30
Repercussão Jurídica e Estratégica dos Acordos
A Qualitours informou à imprensa que a contratação foi realizada regularmente pela Embratur e que os serviços foram prestados conforme as exigências técnicas e operacionais, negando qualquer participação direta do Banco Master ou de Daniel Vorcaro no processo.
Especialistas em direito administrativo apontam que a operação pode configurar conflito de interesses e violação ao princípio da isonomia na contratação pública, especialmente por envolver empresas ligadas a sócios de executivos bancários com ativos estratégicos no setor financeiro.
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