No contexto sombrio da Zona Sul de São Paulo, onde o Parque do Ibirapuera delineia áreas nobres e pontos de encontro entre cidadãos e agentes de segurança, o subinspetor da Guarda Civil Metropolitana Reginaldo Alves Feitosa matou o entregador Douglas Renato Scheeffer Zwarg com um tiro nas costas na noite de 10 de abril, em Moema, zona nobre da capital paulistana.
Investigação Administrativa e Contexto das Condutas Apuradas
A Prefeitura de São Paulo formalizou nesta quarta-feira (2/9), através de despachos publicados no Diário O ficial, a abertura de procedimento administrativo interno para apurar a atuação do subinspetor Reginaldo Alves Feitosa, responsável pelo homicídio culposo do entregador Douglas Renato Scheeffer Zwarg, ocorrido em 10 de abril, no entorno do Parque do Ibirapuera. O s documentos, datados de junho e consultados pela coluna, destacam condutas graves atribuídas ao agente, como disparo de arma de fogo sem justificativa operacional e descumprimento de normas disciplinares da Guarda Civil Metropolitana, instâncias que podem ensejar sua demissão.
Antecedentes revelam que a GCM já havia afastado Feitosa das funções operacionais imediatamente após o fato, e meses posteriores o Ministério da Justiça, por meio da Polícia Federal, anulou seu porte de arma, evidenciando a gravidade atribuída ao episódio. A vítima, Douglas, de 39 anos, trabalhava como entregador para complementar a renda familiar enquanto residia em Moema com esposa e três filhos menores.
O subinspetor disparou contra uma vítima desacompanhada e sem armas, resultando em morte imediata durante abordagem irregular na Zona Sul paulistana.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
A Prefeitura mantém postura técnica ao ressaltar que a decisão final dependerá da análise das provas apresentadas pelo acusado e de sua defesa formalizada nos autos administrativos, apesar da defesa de Feitosa ainda não ter sido localizada para manifestação pública até a data da publicação.
O caso permanece sob escrutínio duplo: enquanto o DHPP busca esclarecer responsabilidades criminais por meio de requisição de imagens do programa Smart Sampa – que a prefeitura negou existirem –, a GCM avalia sanções internas que podem culminar na extinção do cargo efetivo do subinspetor caso as acusações sejam comprovadas.



