Na terça-feira (29/9), a Polícia Federal deflagrou a O peração Raio X, visando investigar indícios de peculato, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro no âmbito do Conselho Federal de Técnicos em Radiologia (Conter), com a apreensão de documentos e bens em 12 alvos distribuídos em cinco estados, incluindo a sede da instituição e escritórios de advocacia.
Investigações Técnicas e Desdobramentos da O peração
A PF cumpre mandados de busca e apreensão em Brasília (DF), Salvador (BA), Recife (PE), Mauá (SP) e Serra (ES), abrangendo residências, escritórios de advocacia e a sede do Conter, onde foram coletados documentos e apreendidos valores em espécie ainda não quantificados; os contratos analisados movimentaram cerca de R$ 3,5 milhões, com suspeita de repasses irregulares a escritórios constituídos pouco antes de prestar serviços ao conselho.
Antecedentes revelam que os investigados poderiam ter pago valores antes da formalização dos contratos sem licitação, configurando indícios de prática delitiva que exige apuração rigorosa para determinar a extensão dos repasses não autorizados e a possível estrutura de lavagem de dinheiro envolvendo pessoas físicas e jurídicas vinculadas ao caso.
A O peração Raio X resultou na apreensão de maços de dinheiro escondidos no bolso de um terno durante buscas na sede do Conter.
Repercussões Jurídicas e Estratégias Futuras
A Justiça Federal determinou o sequestro de um imóvel vinculado ao caso, medida que reforça o caráter preventivo da investigação e sinaliza possíveis penas de confisco e inabilitação técnica para os envolvidos, caso os crimes sejam comprovados.
A PF segue com análise detalhada da quantidade apreendida em espécie, enquanto órgãos competentes avaliam a necessidade de suspender ou reformular processos licitatórios no âmbito do Conter para garantir transparência na contratação de serviços jurídicos.



