O filho do ex-governador de São Paulo, Mario Covas Neto, protocolou representação à Executiva Nacional do PSDB exigindo a expulsão do presidente estadual Paulo Serra, a intervenção no diretório paulista e o afastamento imediato do dirigente devido ao apoio a candidatos do PL e PP à Senate, em descumprimento de decisões federativas e do estatuto partidário.
Contexto Institucional e Histórico da Representação Disciplinar
A representação formal, apresentada por Covas Neto com base em dispositivos do estatuto do PSDB, acusa Serra de violar princípios de fidelidade partidária ao apoiar candidatos de legendas concorrentes em pleitos nos quais o próprio PSDB participa, configurando afronta institucional e desrespeito às normas de propaganda eleitoral previstas no regimento da legenda.
O pedido disciplina inclui a instauração de processo formal, a nomeação de interventor para reestruturar o diretório estadual e a suspensão imediata da presidência de Serra, medidas fundamentadas na necessidade de preservar a unidade da federação, a credibilidade da campanha oficial e a coesão ideológica da legenda diante do cenário eleitoral.
A representação exige a expulsão do presidente estadual e a intervenção no diretório paulista para salvaguardar a unidade da federação partidária.
Repercussão Jurídica e Estratégica da Investigação Interna
A Executiva Nacional do PSDB ainda não se pronunciou publicamente sobre o conteúdo da representação, mantendo postura institucional de silêncio enquanto analisa os fundamentos legais e constitucionais do pedido dentro dos mecanismos previstos em seu regimento interno.
Especialistas apontam que a decisão dependerá da interpretação dos artigos disciplinares vigentes, com possibilidade de recursos administrativos e eventual consolidação de precedentes que poderão impactar a dinâmica partidária em São Paulo.



